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TRATAMENTO CIRÚRGICO

As cirurgias para tratar a “bexiga caída” podem ser realizadas pela vagina ou pelo abdômen. A escolha da melhor técnica dependerá do histórico e dos resultados de exames que vão identificar o tipo de prolapso de cada paciente.

Um dos grandes desafios no tratamento dos prolapsos é que a principal causa é a fraqueza dos tecidos e ligamentos que dão sustentação ao órgão! Esta situação pode impactar de maneira negativa no resultado do tratamento, pois a reconstrução com tecidos já enfraquecidos predispõe a volta do prolapso! Por conta deste problema, foram desenvolvidos materiais sintéticos (telas) que auxiliam a reforçar os tecidos que estão frágeis e sem resistência para manter os órgãos pélvicos em posição. No entanto, o uso destes materiais (as telas cirúrgicas) deve ser feito após uma criteriosa análise do caso.

                Atualmente, com o desenvolvimento tecnológico, é possível realizar a cirurgia de “bexiga caída” tanto por laparoscopia quanto auxiliada por robôs, trazendo benefícios e ajudando na rápida recuperação das pacientes. A cirurgia laparoscópica é aquela onde pequenos orifícios são feitos no abdômen e se realiza a cirurgia por meio de uma micro-câmera que transmite as imagens para uma tela e instrumentos específicos. Já a cirurgia robótica associa as características da cirurgia laparoscópica com uma tecnologia que permite melhor visualização das estruturas, além de maior controle e precisão de instrumentos, potencializando a reconstrução.

                Dependendo do caso também, quando há problemas associados como incontinência urinária, é possível realizar a correção em conjunto com o tratamento da “bexiga caída”.